03 maio 2017

Como dimensionar uma válvula anticondensação?

O combustível sólido lenhoso pode conter uma percentagem de humidade variável que, durante o ciclo de funcionamento da caldeira, se transforma em vapor no interior da câmara de combustão.

Em contacto com superfícies frias, este vapor de água cria uma camada de condensação que, juntamente com os resíduos da combustão e com a fuligem, forma um estrato de incrustação altamente inflamável e nocivo para a integridade da própria caldeira, limitando também a sua eficiência.

 


A válvula anticondensação permite manter as paredes da caldeira à temperatura mais alta possível, limitando assim esse fenómeno e melhorando a eficiência da combustão. Contudo, para o seu dimensionamento correto, é essencial conhecer o caudal que a deve atravessar. Desta forma, é possível estabelecer a perda de carga que a válvula irá gerar no circuito e verificar a sua compatibilidade com a altura manométrica dada pelo circulador.

 

Com base nas informações fornecidas pelo fabricante da caldeira, efetua-se a escolha do sensor mais adequado, tendo em atenção que a via de by-pass fecha quando a temperatura na saída da válvula é, pelo menos, 10°C superior à de regulação do sensor. Por exemplo, numa válvula regulada a 60°C, até que a temperatura correspondente do sensor atinja a temperatura de regulação, o fluido irá recircular diretamente entre a válvula e a caldeira (1). Assim que a temperatura de ida tenha atingido Tset, a via de by-pass começará a fechar-se, enchendo a instalação (2). Apenas quando a temperatura de retorno tiver atingido os 70°C (3), a via de by-pass será completamente fechada e a caldeira ocupar-se-á exclusivamente do enchimento da instalação (4).


 

 

 

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