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LEGIONELLA: Uma instalação segura começa no projeto

A Legionella representa um desafio relevante para a gestão das instalações de Água Quente Sanitária (AQS), particularmente em edifícios onde a continuidade de serviço, a segurança dos utilizadores e o controlo das condições de funcionamento assumem uma importância crítica.

Hotéis, hospitais, residências, instalações desportivas, edifícios residenciais e outros espaços de utilização coletiva exigem uma abordagem cada vez mais rigorosa à gestão do risco.

Em Portugal, o enquadramento legal estabelece uma abordagem baseada na avaliação e gestão do risco, abrangendo também as redes prediais de água, incluindo as redes de AQS. Entre os aspetos a considerar encontram-se a circulação hidráulica, a prevenção da estagnação, a monitorização de parâmetros críticos e o registo das ações realizadas.

Por isso, falar de prevenção da Legionella é falar de projeto, controlo, manutenção e monitorização.

Onde está o risco?

As redes de AQS são sistemas dinâmicos.

A temperatura da água, os caudais, a recirculação e o equilíbrio hidráulico da instalação influenciam diretamente o seu funcionamento.

Uma instalação mal balanceada pode apresentar diferenças significativas de temperatura entre os diversos circuitos de recirculação.

Da mesma forma, zonas com circulação insuficiente ou condições inadequadas de funcionamento podem criar pontos críticos que devem ser identificados e controlados no âmbito da avaliação de risco.

A prevenção não pode, por isso, depender apenas de verificações pontuais.

É necessário garantir que a instalação mantém as condições adequadas ao longo do tempo.

O primeiro princípio: garantir uma recirculação corretamente balanceada

Numa rede de AQS com vários circuitos de recirculação, garantir a distribuição adequada da temperatura é fundamental.

É aqui que entram os reguladores termostáticos da série 116.

Estes dispositivos foram concebidos para o balanceamento automático dos circuitos de recirculação de AQS, ajudando a garantir que os diferentes ramais da instalação atingem a temperatura pretendida.

O princípio é simples, mas fundamental:

Uma rede corretamente balanceada permite um controlo mais uniforme da temperatura e reduz o risco associado a circuitos que funcionem abaixo das condições pretendidas.

A gama inclui soluções com função de desinfeção térmica automática ou comandada, bem como versões com corte e retenção, como o PT116.

Desta forma, o regulador deixa de ser apenas um elemento de balanceamento e passa a integrar uma estratégia mais abrangente de controlo da instalação.

O segundo princípio: controlar a temperatura com precisão

Se o balanceamento é essencial para a distribuição, o controlo da temperatura é essencial para a gestão de AQS.

É neste ponto que se destaca a LEGIOMIX®evo série 6003.

Ao contrário de uma misturadora termostática convencional, a LEGIOMIX®evo integra controlo eletrónico e funções específicas para a gestão de ciclos de desinfeção térmica. O sistema permite controlar a temperatura da água misturada e gerir programas de desinfeção térmica, com base nos parâmetros definidos para a instalação.

A solução integra sondas de temperatura de ida e retorno e permite verificar se as temperaturas e os períodos definidos para a desinfeção foram efetivamente atingidos. Este ponto é particularmente importante. Não basta programar uma desinfeção. É necessário poder verificar o seu resultado.

Da intervenção manual à monitorização contínua

A evolução das instalações hidrossanitárias passa também pela digitalização.

A LEGIOMIX®evo permite registar e memorizar os parâmetros de funcionamento e os ciclos de desinfeção. Através da conectividade e das ferramentas associadas à solução, é possível acompanhar parâmetros como:

  • temperatura da água misturada;

  • temperaturas de ida e retorno;

  • evolução das temperaturas do sistema;

  • programação da bomba de recirculação;

  • histórico dos ciclos de desinfeção;

  • eventuais situações de anomalia.

A informação deixa assim de estar limitada ao momento em que alguém verifica fisicamente a instalação. Passa a existir um histórico de funcionamento, que pode apoiar a supervisão, manutenção e diagnóstico. Esta é a diferença entre simplesmente intervir e ter informação para gerir.

E a segurança no ponto de utilização?

A gestão de uma instalação de AQS não termina na central de produção ou nos circuitos de recirculação.

É necessário considerar também o último segmento da instalação: o percurso entre a rede de distribuição e o ponto de utilização. É neste ponto que se cruzam dois requisitos fundamentais, que podem parecer contraditórios:

A necessidade de controlar a temperatura para garantir a segurança do utilizador e a necessidade de permitir a desinfeção térmica da rede.

Uma solução adequada deve, por isso, permitir gerir estes dois objetivos de forma integrada.

É precisamente neste contexto que se enquadra o LEGIOFLOW® - o grupo compacto multifunção série 6005.

Desenvolvido para instalações hidrossanitárias, o grupo integra uma misturadora termostática de alta prestação, permitindo controlar a temperatura da água distribuída aos pontos de utilização e proteger o utilizador contra o risco de queimaduras.

Mas a sua função vai além da simples regulação da temperatura.

legionella

O grupo dispõe de uma válvula de passagem que permite realizar a desinfeção térmica do circuito até ao ponto de utilização, fazendo passar água quente da rede de distribuição pelo segmento a jusante da misturadora.

Desta forma, é possível conciliar:

  • controlo da temperatura de utilização;

  • proteção contra queimaduras;

  • possibilidade de desinfeção térmica do circuito até à torneira;

  • distribuição organizada da água através dos coletores, nas configurações aplicáveis;

  • interceção, filtragem e retenção integradas nas versões correspondentes.

Esta utilização é altamente recomendada em estruturas como hospitais, lares, centros desportivos, hotéis, escolas e outras instalações de utilização coletiva, onde o controlo programado e a possibilidade de realizar a desinfeção térmica até ao ponto de utilização assumem particular importância. 

Assim, a segurança no ponto de utilização deixa de ser tratada como uma questão isolada.

Passa a fazer parte da estratégia global de gestão da instalação.

A temperatura deve também ser corretamente gerida nos pontos de utilização, tendo em consideração o conforto e a segurança dos utilizadores.

As misturadoras termostáticas Caleffi permitem manter a temperatura da água misturada no valor definido, compensando as variações das condições de alimentação de água quente e fria.

Dependendo da aplicação e da arquitetura da instalação, estas soluções podem desempenhar um papel importante na gestão da temperatura da água fornecida aos utilizadores.

Aqui é fundamental distinguir funções.

Uma misturadora termostática convencional assegura a regulação da temperatura de utilização. Uma solução eletrónica como a LEGIOMIX®evo acrescenta funções de controlo e gestão dos ciclos de desinfeção térmica.

Cada tecnologia tem, portanto, o seu papel dentro da instalação.

Como vimos, de modo a prevenir a proliferação da Legionella nas instalações de AQS com acumulação, é necessário acumular a água quente a uma temperatura mínima de 60°C. A esta temperatura existe a certeza de inibir totalmente a proliferação da bactéria. Porém, a esta temperatura a água quente não pode ser utilizada diretamente, pois poderá provocar queimaduras. 

Por exemplo, a 55°C é causada uma queimadura parcial em cerca de 30 segundos, enquanto que a 60°C a queimadura parcial é provocada em cerca de 5 segundos. 

Torna-se, assim, necessário instalar uma misturadora termostática capaz de: 

  • reduzir a temperatura no ponto de utilização para um valor inferior ao da temperatura de acumulação

  • manter constante este valor quando variam as condições de temperatura e pressão na entrada.

Misturadora termostática para instalações centralizadas - série 5231

5231

Misturadora termostática para instalações centralizadas - série 5231

A misturadora termostática é utilizada nas instalações de produção de água quente para uso sanitário. A sua função é manter constante, no valor definido, a temperatura da água misturada enviada para o ponto de utilização, ainda que variem as condições de temperatura e de pressão nas entradas de água quente e fria, ou o caudal consumido. Esta série específica de misturadoras foi expressamente concebida para instalações que requerem caudais elevados, como por exemplo, instalações centralizadas ou grupos iguais de pontos de utilização. Além disso, nestas instalações, é necessária uma boa precisão e estabilidade de regulação da temperatura, sobretudo perante variações do caudal consumido no ponto de utilização.

Poupança energética

As misturadoras termostáticas da série 5231 contribuem para uma maior poupança energética ao manter a temperatura da água misturada estável e adequada, evitando o sobreaquecimento desnecessário da água distribuída. Assim, reduz perdas térmicas e o consumo de energia associado à produção e distribuição de AQS, sem comprometer o conforto e a segurança.

lowlead

 

Eficiência que pensa no futuro

 

Eficiência e sustentabilidade caminham lado a lado. Tanto a LEGIOMIX®evo, como o regulador termostático da série 116 e a misturadora termostática da série 5231 integram a filosofia LOW LEAD da Caleffi, combinando desempenho, eficiência e materiais com baixo teor de chumbo para soluções de AQS mais responsáveis — hoje e no futuro.

 

 

 

 

Quando a engenharia e a digitalização trabalham em conjunto

A prevenção da Legionella exige uma visão integrada.

Não basta instalar componentes individualmente. É necessário compreender como cada elemento contribui para o funcionamento global da rede.

Uma instalação corretamente concebida, balanceada, controlada e monitorizada permite aos profissionais trabalhar com maior informação e maior capacidade de intervenção.

É esta abordagem que está na base das soluções Caleffi para AQS.

Porque uma instalação segura não depende de um único componente. Depende de um sistema pensado para funcionar em conjunto.

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