31 agosto 2018

Reciclagem de resíduos de embalagens: mais um passo no caminho para a sustentabilidade ambiental

Na Caleffi S.p.A., num ano, são produzidas mais de 100 toneladas de resíduos de embalagens não reutilizáveis, entre cartão e película de polietileno. Estes pesos traduzem-se em volumes significativos que têm de ser geridos e, antes da mudança, em "números" anuais que, para este objetivo, assumiam uma importância considerável: em cerca de 60.000 m² de superfície coberta eram percorridos 3.000 km pelos empilhadores para o esvaziamento de contentores, eram gastos milhares de euros para a entrega de resíduos nos locais de recolha diferenciada, eram empregues milhares de horas de trabalho e ocupados espaços improdutivos.

Como nasceu esta necessidade?
Transformámos um hábito numa oportunidade, começando por ouvir e observar quem trabalha. A questão fundamental que necessitava de resposta era “porquê transportar 30 kg de material para um metro cúbico quando poderíamos transportar, no mesmo volume, 10 vezes mais”? Como podemos transformar a produção de resíduos em valor, ainda que indireto, para o cliente? O investimento que tal implicou levou a empresa uns passos mais à frente, em direção ao respeito consciencioso pelo ambiente.

Como eram geridos os resíduos de embalagens antes da mudança?
A empresa fazia a separação de cartão e polietileno em dois tipos diferentes de contentores, distribuídos pelas áreas de produção e esvaziados no ponto de recolha através de um serviço diário de empilhadores. A entidade de recolha diferenciada recolhia os contentores, pelo menos, uma vez por semana.
Observando o empenho que a atividade necessitava em termos de frequência de deslocações, distâncias percorridas e conteúdo dos contentores movimentados, constatou-se que a relação volume/peso do material transportado era muito baixo. E foi assim que aproveitámos a oportunidade para melhorar.

Como redesenhámos a gestão de resíduos?
Conseguimos reduzir o volume para o mesmo peso, usando prensas para compactar os resíduos no ponto em que são gerados.

Primeiramente, fizemos o levantamento dos pontos de recolha e das quantidades de material produzido por cada ponto, com a intenção de agrupar alguns, de modo a obter volumes significativos que justificassem a distribuição do menor número de compactadores, reduzindo a frequência das deslocações de diária a semanal. Neste sentido, identificou-se a potência das prensas e, sobretudo, a sua localização dentro da área de produção.

Uma fase crucial foi o período de teste de cerca de 4 meses, com prensas de diferentes capacidades e em localizações diversas, e que era imprescindível, pois implicou o envolvimento direto de pessoas que diariamente avaliavam os benefícios (e o sucesso) da introdução desta mudança. Em 9 meses, e do que começou apenas como uma ideia, a Caleffi instalou 21 prensas nas suas unidades de produção.

Como medir os benefícios?
Para um programa de reciclagem desta magnitude, um retorno do investimento seria essencial. Os objetivos estabelecidos pelo Departamento de Logística foram:

  • poupar, pelo menos, 60% das horas de trabalho necessárias à eliminação de resíduos;
  • reduzir, pelo menos, 70% as viagens internas dos empilhadores;
  • reduzir, pelo menos, 60% a entrega aos pontos de recolha diferenciada;
  • ter um retorno económico da venda de material reciclado.

A melhor consequência? Reciclar 100% dos resíduos de embalagens permite-nos evitar a emissão de, pelo menos, 300 toneladas de CO2 para a atmosfera (equivalente a 2.000 árvores), um resultado especialmente relevante em termos de sustentabilidade ambiental.

Os dados obtidos até agora são encorajadores: em 5 meses passámos de 35 para apenas 3 entregas, para satisfação dos utilizadores internos que notaram melhoria nas suas atividades.

De uma ideia que poderia parecer trivial, surgiu um projeto com consequências que consideramos importantes: não só se reduz "o desperdício" em termos de valor para o cliente, mas apoiam-se e definem-se objetivos no âmbito da sustentabilidade ambiental, o que é tão importante para a política da empresa, como para a comunidade no sentido mais lato possível.